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Do
Brasil
com Saudades... |
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12-08-2005 [N.º 1] |
por: Antonio José Veiga Roldãoantonioroldao@yahoo.com.br |
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No nosso “n.º 0”, procurei expor o que o João me solicitou para ocupar este espaço. Falei de modo geral, dos objectivos deste espaço, de antigas lembranças, de alguns nomes de pessoas e também um pouco de mim e minha família, para podermos criar um vínculo que pudesse nos unir mais ainda. Recentemente sugeri ao João, por maiores riscos que se possa correr, pois sempre surgirão algumas críticas, que inclua no site alguma forma de se falar mais das pessoas do Castedo. É lógico que o João já vem fazendo isso através dos espaços para mensagens e outras formas mas, refiro-me ao espaço principal, ao corpo do site. Incluí agora neste espaço, além da data para servir de referência, meu endereço eletrônico para os que desejarem fazer contacto comigo e sugerir temas a serem aqui desenvolvidos. Aguardo ansioso as vossas contribuições! Dentre tantos elos que nos unem, além das pessoas, certamente estão a nossa escola e a nossa igreja. Escolhi a escola para ser objeto de nossas lembranças e reflexões neste número pois, por lá, passamos todos, uns menos, outros mais tempo. Vi pelas fotos que o João publicou, como a escola está bonita após a reforma pela qual passou. Pareceu-me, pelas fotos, um ambiente arejado e, quem poderia imaginar em tempos passados, até com microcomputador ! Não poderei comentar sobre o funcionamento da a escola mas, prometo, na próxima vez que for ao Castedo pretendo conversar com as professoras para me aprofundar no tema. Agora, pretendo falar da escola de minhas lembranças. Falar daquela escada que lhe dá acesso, e na qual já é um ritual tirarmos nossas fotos. Eu mesmo tenho foto lá tirada ainda muito pequeno, e também foto recente, que fiz questão de tirar quando aí estive com meu filho Jorge e meu sobrinho Hélio (filho da Maria Estrela). Falar da escola dos “velhos tempos” que, certamente, povoa as lembranças dos mais antigos e que provavelmente causará incredulidade dos mais novos. Falar da “lousa”, que muitos sequer saberão do que se trata. Sim, é verdade, nos velhos tempos se ia para a escola portando a “lousa” que era um pequeno quadro idêntico ao que se encontra fixado na parede da sala, onde os alunos aprendiam a “fazer contas”, e que substituía o caderno (que, ao que parece era muito caro na época...). Logo, logo, nossas crianças estarão indo para a escola portando seus laptops (não sei como se chamam os computadores portáteis em Portugal). É incrível o progresso! É inesquecível a tradição! Os mais antigos não sentirão falta alguma da “palmatória” e da “vara de marmelo” que os professores usavam para nos “educar”. Seria aquilo educação? Desculpo os professores da época pois, certamente, não tinham ideia do mal que faziam às crianças. Os mais novos levarão outro susto. De que se trata? Palmatória?... Vara de marmelo?... Pois é, eram dois temidos instrumentos de correção, usados pelos professores diretamente sobre as mãos (e o corpo) dos alunos, sempre que eles cometiam alguma falha. A pior lembrança que tenho daquela época é que, algumas vezes, eram usados os próprios alunos para “dar o castigo” (bater) aos alunos infratores. Terrível, não?... Mas, o que é mais curioso, aquele fato terrível, está agora nos servindo como catalisador de nossas lembranças. Assim é a vida. Nada é absoluto quando analisado fora de seu tempo. Bom, por hoje chega de ocupar vocês. Termino desculpando-me se eventualmente fui traído pelas lembranças, e se não consegui retratar com alguma fidelidade o tema que abordei. Vocês podem me escrever fazendo eventuais correções, acrescentando lembranças, sugerindo novos temas para aqui serem relembrados. Forte abraço a todos. Antonio J V Roldão
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